Monday, March 27, 2006

nos últimos dias tenho te procurado desesperadamente.
em todos os cantos, portas, ruas.
e por mais que você não saiba,
a falta é grande e estranha.

mas se tu soubesse, não teria deixado eu ir embora assim.

toda lembrança é um vestígio de lágrima.


i'm missing you.

Thursday, March 23, 2006

before sunrise

Apesar de ser bonita, a lagoa era escura e rodeada por prédios altos e cinzas. poderia até ser nostálgico, se não fosse asfalto, carros, tiros.
Era importante andar sem olhar a cara de ninguém. ele é tão frio e nunca lembra que tem uma cidade pra amar. ruas estreitas, casas antigas, cinema com clima noir já esquecidos há tanto tempo. putas saindo de hotéis com luzes vermelhas, os bares mais lindos.
tanto confundia quanto agradava a idéia de ter aquela mulher tomando chopp ao seu lado na noite das duas da manhã. era uma ilusão, sempre será, mas fingiu que era sua companhia. ele fantasiava histórias de amor que não queria que acontecessem e gostava de maltratá-las com palavras jogadas com sol na cara. a satisfação era acordar de cueca, com os lençóis remexidos ainda com cheiro de porra, fumar cigarro na janela. ele sempre está certo, repete todas as noites suas mulheres que não existem.


*com inspirações descaradas

Sunday, March 19, 2006

yey

se tem uma coisa que a rave nao foi é momento de reflexão.

foi momento de pirar com a música e com tequilas e flamejantes. e dançar pulando durante algumas horas seguidas, e pedir muito pra ficar mais quando já era 9 da manhã. e dançar no ponto de onibus, freneticamente. e de nao estar cansada até o momento que sentei no 509.

só tenho uma coisa a dizer: o que foi o GMS?

puta que pariu! melhor rave ever.

Saturday, March 18, 2006

trancering

mais uma vez aquelas tantas vontades que voltam sempre.

falta dinheiro, tempo, coragem. conseguir ir embora. esquecer. querer.

ele escreve tão bonito e entende tanto a minha alma. mas não sabe nunca, e eu já desisti de tentar falar. e de mostrar. porque ele desistiu de me compreender há tempos. talvez nunca tenha tentado.

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hoje tem rave.
momento de fechar os olhos, pensar em tudo, abstrair.
porque dançar trance é momento de reflexão pra mim. misturado com empolgação. e isso é realmente estranho...
ficar sozinha comigo, pensar com as batidas ritmadas.
é bem assim.
Talk to me now I'm older
You friend told you 'cause I told her

Friday nights have been lonely

[Change your plans and then phone me]

Wednesday, March 15, 2006

michael

So sexy, I'm sexy
So come and dance with me, Michael
I'm all that you see, you wanna see
So come and dance with me, Michael

So close now, so close now
So come and dance with me.



eu quero um alex kapranos pra mim.

Monday, March 13, 2006

brasil inteiro

voltei pra constatar que viajar com mamãe, conforto e restaurantes bons é ótimo

mas que não há nada melhor do que viajar com amigos, dinheiro contado (e faltando), se jogando, sabendo lá o que é bom de verdade.

nada de passeios para turistas, o melhor é descobrir.
porque eu amo conhecer as cidades. ou descobri-las.


e que venha a próxima :D

Monday, March 06, 2006

encontre os olhos

o texto que ia pro entrementes "sonho"...

Andar sozinho não basta. perder segundos com sorrisos.

sempre preciso conhecer uma história nova pra me preencher. história dos fins não contados, de passear pelas ruas do centro às quatro da tarde com o sol infernal na cabeça, que remexe pensamentos soltos. todos os dias tenho passeado por aí comigo mesma, indo para os lugares que só existem para mim. mesmo que as avenidas sejam escuras, são passos inconscientemente contados.
enquanto as imagens tremiam na tela, eu ainda via você, longe. no mesmo lugar que eu tinha deixado, e sabia, era de propósito. se escondendo em todos os buracos que eu inventei. amor uma vez foi, mas não volta, porque meu bem, o tempo está passando. talvez pudesse não ver de um modo áspero toda a realidade que pode ser tão mais fantasiosa. talvez esqueça o que você me diz.

Pick a color: blue.
B-L-U-E.
Pick a number: 8.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
Pick another number: 15.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.
Now pick another number: 6.
dream is destiny.

viagens

indo embora mais uma vez..
e esperando que dessa vez eu realmente consiga ir embora daqui.
e só voltar depois.

So far away
Come on I'll take you far away
Let's get away
Come on let's make a get away

Once you have loved someone this much
you doubt it could fade
despite how much you'd like it to
God how you'd like it to fade

Let's fade togheter. Let's fade forever.

[lembrando ainda do Rio...]

Saturday, March 04, 2006

but we're still outsiders

não vou comentar sobre tudo que passou.
sobre todos os sentimentos intensos, sorrisos imensos, lágrimas e tudo que foi e devia (ou talvez não devia) ser.

não vou falar sobre o apoteótico show do Franz. dos três tocando bateria em Outsiders.

não vou falar sobre as pessoas, os rocks, os lugares, as fotos mentais. O tanto de gente que tinha na rua, sempre.

não vou falar que tenho saudades já.

só vou dizer que foi um dos melhores carnavais ever.



When you saw me sleeping
You thought I was dreaming of you
I didn't tell you
That the only dream
Is Valium for me

The only difference is that
What Might Be Is NOW

Sunday, February 19, 2006

e agora, josé?

Wednesday, February 15, 2006

me convida

a fantástica história da menina que se apaixona pelos sotaques e olhares primeiros.
e pelo jeito tímido,
e pelos sorrisos.

Saturday, February 11, 2006

o calor no Recife era bem mais suportável. bem mais gostoso de deixar passar.

havia tempos que eu não queria tanto ir embora daqui. passear pelo brasil.
conhecer
respirações novas,
paisagens novas,
cores novas.

travessia flor.

todo dia eu preciso conhecer uma história nova pra me preencher. historia dos fins não contados, de passear pelas ruas do centro as 4 da tarde com o sol infernal na cabeça, que remexe pensamentos soltos. todos os dias tenho passeado por aí comigo mesma, indo para os lugares que só existem na minha cabeça. mesmo que a avenidas fossem escuras, o grito não iria ecoar tão longe. tão perdido. seriam passos contados.
sonho fechar os olhos 1 horas da manhã e sentir todo o sangue passando por todos os órgãos do meu corpo. conseguir dormir, e que os números fiquem por um bom tempos rodando no relógio. porque sonhar também é viver. é estranha, é distante.
visto os sonhos loucos e cheios de personagens que agora se perdem na minha imaginação. querer viver essa vida que é sonhar, porque lá sim, tudo acontece como deveria. tudo é exatamente o que parece.
dream is destiny.

Friday, February 10, 2006

eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida.

toda toda hoje.

Thursday, February 09, 2006

do início que não é bom

eu odeio começos de semestres nos lugares porque é sempre o mesmo.
do tipo ir para o espanhol e ter que responder àquela clássica: "quem é você?"
a clássica que se responde onde quer que você esteja: faculdade, ensino médio, fundamental, espanhol, francês.
pra que dissertar sobre quem sou eu?
é muito auto-ajuda pra mim. "se descobrir". não é assim que eu me descubro não, vai me desculpar.

por isso que eu digo.

pensamento do dia: "temos que preservar não só o meio ambiente, como o ambiente todo" (autor desconhecido/ENEM)

Tuesday, February 07, 2006

zombies tem embalado meus dias. dias de pensamentos perdidos, em que eu encontrei companhia em mim. Em que eu realmente tenho estado rindo sozinha, perdida em algum pensamento, em alguma lembrança, ema lguma música. o rock antigo deles é dançante e acaba me lembrando de uma época que eu não vivi. mas que as pessoas tinham os mesmos medos, as mesmas vontades. em que era exatamente assim: de querer encontrar alguém, de não querer estar sozinha nunca. de ter alguém pra sorrir pra mim na hora em que os últimos raios de sol batem na cara. Conheci zombies numa tarde solitária das férias. em que tinha decidido emergir no espaço das histórias contadas dos filmes. o filme, "dear wendy", totalmente sem sentido, mas de algum modo divertido, do lars von triers. e era gostoso o sentimento do menino, que embalava todas as aventuras no rock dos zombies, que tocam assim, e fazem a gente dançar em voz alta. ele encontrava cores no mundo pálido dele, ele construía um modo de sorrir. eu tenho construído um lugar pra mim. que de tempos em tempos se externaliza em risadas sem sentido de pensamentos soltos, numa viagem de ônibus qualquer.

Sunday, February 05, 2006

no fears and regrets

comentar sobre o que passa fica difícil, já que as lembranças estão de algum modo perdidas. o que se lembra é o que não deve ser esquecido. e eu lembro do som. não sempre, não de todo. lembro do bigode branco, do boné laranja, das batidas. de sorrisos. ver coisas, se emocionar com a arte de girar, girar, colocar cores no ar, dançar, ser bela. ver o sistema solar. dançar, dançar, claro, até morrer. achar que está claro demais. claro demais? óculos escuros na boate. com a luz negra, todos roxos, tudo bonito. me perdi de mim umas tantas vezes. quando me encontrei mesmo, já era sol das 8 da manhã, e nós sentamos, arregalei os olhos e só pude dizer:
"o que foi isso?"
tudo dentro de um centimetro quadrado de papel branco.

voltando de onibus as 9 da manhã, as velhinhas de guarapari me olhando torto. dormir pra quê, aventura ainda não acaba. meio dia, os olhos fecham sem vontade.

Tuesday, January 31, 2006

missing out

it's summertime
and the living is easy.

Monday, January 30, 2006

veneza brasileira

O Recife é assim... uma cidade sem palavras.

que eu não esperava nada, e veio. com todas as ruas, prédios antigos, pessoas bonitas, shows perfeitos, cerveja barata, bares lindos, mercado de São José, as conclusões filosóficas sobre a cidade. as milhares de pontes. os grandes passeios de ônibus. as pessoas mais simpáticas do mundo. e o show do los hermanos. O show do los hermanos. o ar que se respira. o clima. o movimento da cidade. o calor. as praias. olinda que eu não conheci. a vontade de ficar lá uns bons tempos. a saudade.

o cobrecos. o encontro com as discussões políticas, manobras da mesa, resoluções discutidas, propostas bizarras, pessoas "bzarras", algumas não, ilusões, desilusões. debates de formação, quase nada. discussões das diretrizes e posicionamentos do movimento estudantil, quase tudo. a preguiça dos delegados. "vai delegar no cobrecos? não, não, vou pelegar"

e a viagem, que definitivamente entra na lista das "melhores da vida". com pessoas fodas, roteiros fodas, foi o que foi.

a volta, eu dopada de dramin. os sonhos loucos. o dia que começou rodando. os sentimentos confusos que costumam ser assim, e mais ainda. o fim de tarde.


They will see us waving from such great heights,
"Come down now"... They'll say.
But everything looks perfect from far away,
"Come down now"... But we'll stay.