com pressa, sem medo: a verdade falada no silêncio de duas bocas.
Poderia até pensar que foi tudo sonho... ponho meu sapato novo e vou passear. sozinho como der. eu vou até a beira. besteira qualquer nem choro mais. só levo a saudade, morena é tudo que vale a pena.
Monday, June 21, 2010
Tuesday, June 08, 2010
Ando nua pela casa porque tenho preguiça de me vestir. Tenho preguiça de definir meu humor, decidir minhas indefinições, escolher com que música dançar. Prefeiro pegar o carro e correr até teus lábios. quando éramos, andávamos pelados pela casa, exibindo curvas duvidosas, pele sobrando e um pouco de sensualidade. ainda nos amávamos, e era tão bonito porque aquelas bundas passeavam por todos os metros quadrados sem vergonha e isso significava tanto pra nós como tomar um café e jogar conversa fora na mesa da cozinha. naquele outro dia, quando voltei lá, fazia frio e você me cobriu. não andamos mais nus por aí porque já não nos sentimos mais bem. aliás, não nos sentimos, eu não me sinto, nem sei mais o que sou e não sei escolher roupas ou sapatos ou a maneira de me comportar diante do nosso fim. eu prometo por toda minha vida ser somente tua, eu cantei, você no piano, o encontro de duas peles nuas quentes. era mentira. mentira porque eu nunca soube que nunca teria a oportunidade de entender porque não somos mais dois, e agora só corpos cobertos trabalhando, andando pelas ruas lotadas, amanhecendo nas xícaras de café, correndo para pegar ônibus. eu não gosto dessa realidade, da vida cotidiana, do barulho dos carros. eu gosto de imaginar domingos sentados na chão da sala, despidos em cima do tapete, ouvindo aquela música suave e baixinha, pode ser dave brubeck, pode ser cibelle, você escolhe, chove e entra pela janela uma luz úmida e difusa como nosso amor. imagino também leves toques no piano, eu canto, você me ama, e vivemos os dois simbioticamente sem roupas e sem os pesadelos da rotina.
mas anda muito difícil sentir. esboçar qualquer sentimento, sentir, sabe, aquela coisa que aperta o coração e depois você sente quente dentro. não sinto mais, cortei meus cabelos, minhas unhas e fui embora já sem o coração: deixei nu, sobre o piano, dentro de uma xícara de café, todo pra você, mas agora quero de volta - me mande no primeiro ônibus que puder, ok? e venha junto. sem os compromissos da rotina, sem indefinições, sem tristezas guardadas e - principalmente -sem roupas.
Monday, May 24, 2010
17.04
"As pessoas são uns lindos problemas" (sérgio sampaio)
Voltou a chover na nossa pacata ilha.
Numa dessas tardes meio frias, foi até a prateleira de discos e - coincidentemente - encontrou seu mais novo estado de espírito estampado na capa de um cd:
Hoje não!
Era mais fácil lembrar da saudade e esquecer-se dos lindos problemas, mas nesses dias difusos as coisas parecem bem mais complicadas...
Derramou uma xícara e café sobre suas promessas, sujou a mesa de vontades e correu para dar o play. Sentada no piso frio podia sentir chegar a solidão, que, hoje sim, viraria sua única companheira para as noites vazias.
Tuesday, May 11, 2010
sobre saboneteiras
dentro do quarto estava um pouco quente, mas lá fora chovia, chovia e chovia. Há uma semana, os dias eram molhados e o centro mais e mais sujo. Mas era uma manhã de sábado e ele disse que não acreditava em histórias de amor, sendo aquela uma das tais, que terminasse, e emendou um grito feio no fim da frase para fazer efeito. Funcionou, tanto que ela foi embora e deixou um buraco do peito dele. Mas não havia escolha; decidido, acabou.
O banheiro da casa era grande e mal iluminado. Gostava do banho quente, muito quente, "porque é mais gostoso", e ao buscar pelo sabão, encontrou aquela saboneteira branca e suja com aquele maldito sabonete de morango dentro.
A saboneteira era dela - e era ela, ali, desmoronando-o.
No estômago, sentia aquela sensação estranha, como se as borboletas todas resolvessem voar juntas pra bem longe dali. Fechou os olhos, sentiu a água cair e pensou: 'maldita cerveja'. Era só ressaca.
Guardou a saboneteira suja na gaveta e colocou um Lux na prateleira do box.
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Sunday, May 09, 2010
uma vez,
lembra?
você lembra? aquela pergunta que faço todos os dias, "queria que você entendesse a falta que me faz ouvir sua voz", ninguém nunca entende nada do que eu digo!
São dias corridos, amontoados um em cima do outro.
eu disfarço minha falta com olhares furtivos e amores vazios. disfarço minha rotina, escondo as horas vulgares. nem assim...
lembra?
escrevíamos coisas loucas todo o tempo, você gostava de não brigar comigo e me ver chorar no fim de noite. gostava pelo exagero na repetição, não gostava? eu lembro que era sempre sábado a tarde, e nós tomávamos banho de cachoeira... lembra, agora não mais um dia tão longe, dois, três meses atrás, lembra?
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vem no vento, vem no vento
pensa na beira do mar
me deixa chegar
que venham as flores, o cheiro de mar
(cibelle)
Monday, April 26, 2010
começa inverno,
tinha 22 anos e acreditava que, realmente ali, naquele ponto da vida, o amor havia chegado pra ficar. sonhava com casamentos, vestidos de noiva e evitava viver seu romance ao fantasiar da vida de outras pessoas. é que ela gostava de pegar emprestado as pequenas gotinhas de sonhos derramadas por aí em livros, filmes e músicas e guardar só pra si. mas eu, olhando assim pra ela, naquela luz de fim de noite, achei que ela era triste e só. de repente, no meio de uma gargalhada gostosa, ela percebeu que havia finalmente chegado o fim, aquele triste e doído fim que também está nos livros, filmes e músicas. pintou o céu de cinza, desistiu do amor, do véu e da grinalda e "nunca mais conseguiu encontrar o amor", porque era fatalista e achava que, àquela altura, no auge dos seus quase 23 anos, a vida já tinha decidido os próprios caminhos.
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Tuesday, March 09, 2010
em três pulsos do telefone, ouvia a cor do seu cabelo brilhar de longe.
"como vai? você nao vem?", ingênua.
ele nao vinha.
em meio a todas aquelas fotos, maresia, estômago embrulhado e meia decisao tomada. ela queria andar de patinetes, ouvir música alta no carro, batucar na mesa com cerveja pra acompanhar. tomar chuva: quanto tempo. queria correr pelada por um campo cheios de girassóis da cor do sol, ou da cor do seu cabelo que brilha... ou quem sabe só dividir um capuccino nesta tarde fria. e poder viver sem despertador, sabe: queria acordar sozinha depois de aaaanos sem férias. era férias, finalmente, e o maldito nao vinha.
"como vai? você nao vem?", ingênua.
ele nao vinha.
em meio a todas aquelas fotos, maresia, estômago embrulhado e meia decisao tomada. ela queria andar de patinetes, ouvir música alta no carro, batucar na mesa com cerveja pra acompanhar. tomar chuva: quanto tempo. queria correr pelada por um campo cheios de girassóis da cor do sol, ou da cor do seu cabelo que brilha... ou quem sabe só dividir um capuccino nesta tarde fria. e poder viver sem despertador, sabe: queria acordar sozinha depois de aaaanos sem férias. era férias, finalmente, e o maldito nao vinha.
Sunday, March 07, 2010
nossa, como é difícil manter um blog!
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quanto tempo mesmo passou? a gente passeia por aí, em meio ao sol e à chuva e nem lembra disso: que passa tanto tempo sem a gente mesmo passar. Passa assim, como passam preguiçosos e arrastados os domingos cheios de olheiras, como passamos por aqui e por lá, como chegamos e deixamos lares, lembranças e a felicidade que se encontra nas horinhas de descuido. e quando chega março, foram tantas fotos, tantas praias, tanta alegria incompreendida: passou. e acabou numa xícara de café em qualquer lugar impessoal, eu e o mundo e os devaneios sobre o futuro incerto que cai todos os dias sobre nossas cabeças.
o amor, talvez, seja muito mais difícil que pareça e, quem sabe, também passe.
Tuesday, October 27, 2009
24.11.08
Um monte de palavras guardadas por medo de sair por aí. Sinta a inspiraçao... estamos na América Latina, uma a cada 13 minutos. Segundo o dicionário, teria eu a possibilidade de conseguir falar as coisas difíceis com as pessoas que mais gosto? Por que mesmo é tao difícil fazer aquilo que mais se deseja? Aquela atitude entrecortada dos mais vastos sentimentos, os extremos mais que nunca. Um texto como sempre non-sense, escrito em sobes-e-desces, a cortina voando sobre as almofadas, um você jogado sobre elas... só amor, lombeira, bons momentos, filmes em dinamarquês...
Um monte de palavras guardadas por medo de sair por aí. Sinta a inspiraçao... estamos na América Latina, uma a cada 13 minutos. Segundo o dicionário, teria eu a possibilidade de conseguir falar as coisas difíceis com as pessoas que mais gosto? Por que mesmo é tao difícil fazer aquilo que mais se deseja? Aquela atitude entrecortada dos mais vastos sentimentos, os extremos mais que nunca. Um texto como sempre non-sense, escrito em sobes-e-desces, a cortina voando sobre as almofadas, um você jogado sobre elas... só amor, lombeira, bons momentos, filmes em dinamarquês...
Saturday, August 29, 2009
eram olhos vermelhos, cansados, velhos, cheios de ressaca de outros tempos. Agora já não mais o são: são tristes e emburrados e dizem que já não faz sentido a vida. Não sei se entendo ou se me esquivo, e passo com pressa sem perceber o sentido da emoção já esmagado por aquela prisão, que é o velho tédio das rotinas...
Sunday, August 23, 2009
Uma vida cheia de sonhos e histórias fantásticas, era isso que eu queria. Um monte de pôres-de-sol, um a cada minuto. Um monte de gente que acredita; quando, na verdade, não vai tudo melhorar.
São muitas vida que se cruzam nos corredores do shopping. Poucas se encontram, poucos tentam se encontrar. A vida é feita de encontros - e desencontros? - se não há encontro, não há novela, diz a autora da trama.
quanto às compras, às vidas vazias, elas vivem como barcos a flutuar... um monte de baratas tontas que rodam no mesmo terreno por 4, 6, 8 horas, muitas horas, muita energia, muita vontade que se perde na rotina!
São muitas vida que se cruzam nos corredores do shopping. Poucas se encontram, poucos tentam se encontrar. A vida é feita de encontros - e desencontros? - se não há encontro, não há novela, diz a autora da trama.
quanto às compras, às vidas vazias, elas vivem como barcos a flutuar... um monte de baratas tontas que rodam no mesmo terreno por 4, 6, 8 horas, muitas horas, muita energia, muita vontade que se perde na rotina!
Thursday, May 21, 2009
Monday, February 02, 2009
- promete de novo? pediu aquela voz baixinha e arranhada.
Promete que me gosta, que me quer, que vem me ver? Que eu prometo, te conto, sinto a saudade o tempo todo, do seu cheiro, dos seus dedos, do seu sexo.
E tu, que não andas mais por aí, por onde andarás nesta tarde vazia, tão clara e sem fim? Te perdes nos cigarros dos dedos de outras mulheres, nas pernas de outros sabores? Eu me perco, te encontro e te falto. Em que bar, em que cinema te esqueces de mim?
- não prometo nada - respondeu - vai viver com a dúvida - e calou mais um domingo.
Promete que me gosta, que me quer, que vem me ver? Que eu prometo, te conto, sinto a saudade o tempo todo, do seu cheiro, dos seus dedos, do seu sexo.
E tu, que não andas mais por aí, por onde andarás nesta tarde vazia, tão clara e sem fim? Te perdes nos cigarros dos dedos de outras mulheres, nas pernas de outros sabores? Eu me perco, te encontro e te falto. Em que bar, em que cinema te esqueces de mim?
- não prometo nada - respondeu - vai viver com a dúvida - e calou mais um domingo.
Sunday, November 23, 2008
Continua chovendo na cidade cinza. continua sem gosto respirar o ar, continua pastel as cores da foto.
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Eu pensei que um ano se passaria rápido, sem sofrimentos, e agora me encontro aqui: nesta mesma casa de quatro anos atrás, mas já sem a alegria de começar uma nova fase da vida. Agora tudo parece estar acabando, eu pareço estar acabando.
E nós continuamos presos, cada um em sua casa, tudo alagado, sem tons, sem contrastes, sem contrastar-se com a paisagem, ou com o céu, que chove sem parar. Fome de um dia que não vem após o outro, da confusão da cidade que arde, ou que não arde nesse fim de domingo cansativo e pesado, debaixo de tanta água, de tanta sede, de tanto querer que se perde.
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Um ano sem nada a dizer. Guardando as palavras mal digeridas dentro de mim, tudo por nada, tempo que passa e não volta, merda, merda, fiz tudo errado. Ou será que aconteceu errado, sem mim, mesmo sem eu querer?
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Um beijo, um destino, tudo por uma possibilidade... valeu a pena? Percorro meu corpo tentando causar sensações proibidas... fica tão mais bonito na música. "Wondering stars... for whom it is reserved". Ninguém mais me vê, estou em todos os carros, não vejo saída, encerrada nesse quarto mal iluminado. E a chuva, que não acaba mais, tudo acabando. Um banho, uma cachaça, um filme: mais um fim de domingo.
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Eu pensei que um ano se passaria rápido, sem sofrimentos, e agora me encontro aqui: nesta mesma casa de quatro anos atrás, mas já sem a alegria de começar uma nova fase da vida. Agora tudo parece estar acabando, eu pareço estar acabando.
E nós continuamos presos, cada um em sua casa, tudo alagado, sem tons, sem contrastes, sem contrastar-se com a paisagem, ou com o céu, que chove sem parar. Fome de um dia que não vem após o outro, da confusão da cidade que arde, ou que não arde nesse fim de domingo cansativo e pesado, debaixo de tanta água, de tanta sede, de tanto querer que se perde.
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Um ano sem nada a dizer. Guardando as palavras mal digeridas dentro de mim, tudo por nada, tempo que passa e não volta, merda, merda, fiz tudo errado. Ou será que aconteceu errado, sem mim, mesmo sem eu querer?
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Um beijo, um destino, tudo por uma possibilidade... valeu a pena? Percorro meu corpo tentando causar sensações proibidas... fica tão mais bonito na música. "Wondering stars... for whom it is reserved". Ninguém mais me vê, estou em todos os carros, não vejo saída, encerrada nesse quarto mal iluminado. E a chuva, que não acaba mais, tudo acabando. Um banho, uma cachaça, um filme: mais um fim de domingo.
Wednesday, September 17, 2008
setembro
eu gosto mesmo, assim, de espiar. olhar nos pequenos e curtos buracos de fechaduras, observar movimento, cores, sentimentos. claro, da minha cabeça sempre salta qualquer desenho perdido na rotina, crio histórias animadas que ninguém nunca vai ver, só existe no fluxo, num lapso de momento (acabou).
gosto das histórias diárias que chegam a mim na mesma correria que se esvaem, uma atropelando a outra, ainda que se deixando marcar - ou marca-me depressa? Cinco chuvas, céu cinza tão claro como seus olhos, como sua cidade, aí do outro lado do rio... rio agora de setembro, mais em breve só de outubro, talvez me guarde, me perca; só espero - não agora - um dia comer caetano nas linhas tortas da sua calçada mais famosa: o mar!
gosto das histórias diárias que chegam a mim na mesma correria que se esvaem, uma atropelando a outra, ainda que se deixando marcar - ou marca-me depressa? Cinco chuvas, céu cinza tão claro como seus olhos, como sua cidade, aí do outro lado do rio... rio agora de setembro, mais em breve só de outubro, talvez me guarde, me perca; só espero - não agora - um dia comer caetano nas linhas tortas da sua calçada mais famosa: o mar!
Wednesday, June 11, 2008
Há seis meses atrás
era tudo saudade, romance, dúvida. E agora o ato de chegar às sextas-feiras com pouco furor nos causa estranheza. Como manter esse ritmo de se perder e se encontrar em poucos minutos? Como já não nos basta essa cidade de cabeças vazias e poucos amigos, de pôres do sol rosas, rosas pelo chão, sacolas voando pelas ruas nos dias frios... agora se foram seis meses, seis mil apertos no coração, cinco mil e trezentos sorrisos - por vezes forçados - e agora morro por dentro a cada segundo, pelo que antes não era... ou era e eu não sabia? A verdade é que agora já não sei mais se sou eu que me perco no meu escasso tempo.... não sei se crio vazios intencionais para suprir a falta de vida do meu lugar. São incontáveis noites e noites... e nada, de novo. Agora seis meses depois... qunado for sete, serão flores de outro clima, talvez de poucas dores.
era tudo saudade, romance, dúvida. E agora o ato de chegar às sextas-feiras com pouco furor nos causa estranheza. Como manter esse ritmo de se perder e se encontrar em poucos minutos? Como já não nos basta essa cidade de cabeças vazias e poucos amigos, de pôres do sol rosas, rosas pelo chão, sacolas voando pelas ruas nos dias frios... agora se foram seis meses, seis mil apertos no coração, cinco mil e trezentos sorrisos - por vezes forçados - e agora morro por dentro a cada segundo, pelo que antes não era... ou era e eu não sabia? A verdade é que agora já não sei mais se sou eu que me perco no meu escasso tempo.... não sei se crio vazios intencionais para suprir a falta de vida do meu lugar. São incontáveis noites e noites... e nada, de novo. Agora seis meses depois... qunado for sete, serão flores de outro clima, talvez de poucas dores.
Thursday, December 27, 2007
Friday, December 14, 2007
Cores da rotina
Nesse dias de correr para chegar em tempo no trabalho, de cabeça virada após todos os trabalhos que quase chegaram ao fim, eu paro, às vezes quando o vento bate na cara, pra curtir as pequenas alegrias da rotina:
Cantar música alto na rua,
comer chuva
e tocar bateria imaginária só de brincadeira.
:)
Cantar música alto na rua,
comer chuva
e tocar bateria imaginária só de brincadeira.
:)
Sunday, November 11, 2007
É o fim, mas o fim, é demais também.
Agora, agora mesmo já está amanhecendo, mais uma vez... Mais um domingo. "Domingo é dia de ver o domingo passar...", frase do ano.
Era domingo, no fim de tarde, enquanto nos amávamos loucamente no sofá vermelho. Tinha gosto de saudade, ao passo de que ele nunca mais voltaria - era o último suspiro daquele, ainda, ele. Usava só cuecas - às vezes nada - e se sentia a vontade ao meu lado: eu, idem. Às vezes vem uma ponta de nostalgia daquela tarde, só daquele domingo maldito, quando sua nuca exalava um cheiro que impregnou minhas roupas. Queimei tudo, em um longo e sonoro: "adeus".
Ao som de "Odeio", do Caetano, para ressaltar o clichê.
Era domingo, no fim de tarde, enquanto nos amávamos loucamente no sofá vermelho. Tinha gosto de saudade, ao passo de que ele nunca mais voltaria - era o último suspiro daquele, ainda, ele. Usava só cuecas - às vezes nada - e se sentia a vontade ao meu lado: eu, idem. Às vezes vem uma ponta de nostalgia daquela tarde, só daquele domingo maldito, quando sua nuca exalava um cheiro que impregnou minhas roupas. Queimei tudo, em um longo e sonoro: "adeus".
Ao som de "Odeio", do Caetano, para ressaltar o clichê.
Saturday, October 13, 2007
tudo é perigoso
eu vou dizer que tudo aconteceu de novo, mas é só força do hábito....
os mesmos eventos com sentimentos novos!
eu preciso avisar que: atenção! tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso! E foi assim que cheguei lá, na mesma rua, na mesma casa. E, de repente, tudo que eu queria estava na minha frente e, em questão de minutos, já não estava mais lá. Em um contratempo, ela apareceu tão linda, de novo, e me abraçou infinitamente. E nós dançamos até o fim.
E foi, pela segunda vez, a história mais não-terminada da minha vida.
os mesmos eventos com sentimentos novos!
eu preciso avisar que: atenção! tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso! E foi assim que cheguei lá, na mesma rua, na mesma casa. E, de repente, tudo que eu queria estava na minha frente e, em questão de minutos, já não estava mais lá. Em um contratempo, ela apareceu tão linda, de novo, e me abraçou infinitamente. E nós dançamos até o fim.
E foi, pela segunda vez, a história mais não-terminada da minha vida.
Friday, October 12, 2007
a piano song
Depois de muitas reviravoltas, trabalho demais, falta de tempo para mim - e posso dizer? - para todos também...
Tudo acabou como o anzol pendurado no coração que agora está incrustado sob a minha pele, no alto do braço. Pode parecer estranho, mas eu sou super drástica com as coisas, sabe....
Mais um papo sociológico ininteligível... ó, parei.
E agora, tudo voltou ao começo: vontades contorcidas de fazer obrigações necessárias, planos de fuga, punição dolorida com um fim interessante...
O que sobrou: palavras meio desconexas, um vazio parcial, sumir discretamente.
Vou tentar voltar a escrever no blog.
Tudo acabou como o anzol pendurado no coração que agora está incrustado sob a minha pele, no alto do braço. Pode parecer estranho, mas eu sou super drástica com as coisas, sabe....
Mais um papo sociológico ininteligível... ó, parei.
E agora, tudo voltou ao começo: vontades contorcidas de fazer obrigações necessárias, planos de fuga, punição dolorida com um fim interessante...
O que sobrou: palavras meio desconexas, um vazio parcial, sumir discretamente.
Vou tentar voltar a escrever no blog.
Wednesday, May 30, 2007
01.03
Chegamos aqui então e você ainda não parou de me olhar. O que aconteceu? Já estranha todas as rugas da ruga ou estranha não mais vê-las em meu olhar? Depois de tanto tempo, tanto amor... esqueci o que fazer e quem sabe tenha me apaixonado. Às vezes eu realmente me sinto sozinha nos seus braços e ainda assim te quero tanto. No final, sabe o que: eu cansei. Cansei de tudo isso e melhor mesmo seria voltar para aquela vida vulgar...
Eu queria flores que não morrem no meu quarto... e talvez uma parede cheia de fotos. Seu rosto estampado na tela. E o azul... que já não sai da memória...
Chegamos aqui então e você ainda não parou de me olhar. O que aconteceu? Já estranha todas as rugas da ruga ou estranha não mais vê-las em meu olhar? Depois de tanto tempo, tanto amor... esqueci o que fazer e quem sabe tenha me apaixonado. Às vezes eu realmente me sinto sozinha nos seus braços e ainda assim te quero tanto. No final, sabe o que: eu cansei. Cansei de tudo isso e melhor mesmo seria voltar para aquela vida vulgar...
Eu queria flores que não morrem no meu quarto... e talvez uma parede cheia de fotos. Seu rosto estampado na tela. E o azul... que já não sai da memória...
Tuesday, May 22, 2007
15.02
E você, meu bem, já saiu por essas ruas a me buscar? Eu duvido que possa ter havido uma ponta de vontade. Não, você prefere se jogar no colchão no meio da sala, nos seus discos e pensamentos, cigarros com café. Eu acho mais fácil mesmo sonhar que eu tenho você do meu lado, quado existe um outro alguém. Talvez você seja o único que possa me ter de verdade e nunca perceba isso. Agora eu fecho os olhos, ainda perdida nessa cidade monocromática enquanto caem alguma lágrimas. Você continua distante e eu continuo tentando, nesses pôres do sol, encontrarte por aí.
E você, meu bem, já saiu por essas ruas a me buscar? Eu duvido que possa ter havido uma ponta de vontade. Não, você prefere se jogar no colchão no meio da sala, nos seus discos e pensamentos, cigarros com café. Eu acho mais fácil mesmo sonhar que eu tenho você do meu lado, quado existe um outro alguém. Talvez você seja o único que possa me ter de verdade e nunca perceba isso. Agora eu fecho os olhos, ainda perdida nessa cidade monocromática enquanto caem alguma lágrimas. Você continua distante e eu continuo tentando, nesses pôres do sol, encontrarte por aí.
Sunday, May 20, 2007
31.01
Se eu contar que deixei Stowe na terça, dia 29, fui pra Boston, passeei pelas ruas e praças, bati fotos, fui em Harvard, voltei às duas da manhã, o carro quebrou às 4h perto de Manchester, New Hampshire, pagamos $110 para guinchá-lo, 30 minutos para conseguir um quarto no hotel, $43 num ônibus de volta até Burlington, $50 num táxi até Waterbury e uma carona até em casa com o Phil, até eu sentiria pena de mim!
Se eu contar que deixei Stowe na terça, dia 29, fui pra Boston, passeei pelas ruas e praças, bati fotos, fui em Harvard, voltei às duas da manhã, o carro quebrou às 4h perto de Manchester, New Hampshire, pagamos $110 para guinchá-lo, 30 minutos para conseguir um quarto no hotel, $43 num ônibus de volta até Burlington, $50 num táxi até Waterbury e uma carona até em casa com o Phil, até eu sentiria pena de mim!
Thursday, May 03, 2007
a primeira pergunta
23.12.06
Não sei. Acho que essa é a definição, não sei. E por que teria eu que saber? Foi sempre tudo assim, você nunca me disse ao certo. Sempre me restou dúvidas, mas mesmo assim, eu acreditei. Mesmo não sabendo se devia mesmo ser - será que foi? - acabo achando, mas só às vezes, que nada foi. Sei lá....
Hoje me disseram que eu te amo,
mas eu ainda estou na dúvida se isso é mesmo verdade.
Não sei. Acho que essa é a definição, não sei. E por que teria eu que saber? Foi sempre tudo assim, você nunca me disse ao certo. Sempre me restou dúvidas, mas mesmo assim, eu acreditei. Mesmo não sabendo se devia mesmo ser - será que foi? - acabo achando, mas só às vezes, que nada foi. Sei lá....
Hoje me disseram que eu te amo,
mas eu ainda estou na dúvida se isso é mesmo verdade.
Tuesday, April 03, 2007
Wednesday, March 07, 2007
Monday, November 20, 2006
Tuesday, October 31, 2006
Sunday, October 29, 2006

QUEM SOPROU SILÊNCIO SOBRE O BEIJO?
Pergunta do Chico, brutalmente retirada de seu contexto por mim, e à ela dada novas significações, profundas e egoístas, que nesse momento atravessam todas as inquietações, pnesamentos e vontades profundas de trocar de roupa e sair dessa cadeira que agora já me fixa por mais de duas horas em busca de terminar um trabalho que na verdade são cinco e não me deixam descansar em paz.
Mas means a lot, still.
Thursday, October 19, 2006
Sunday, October 01, 2006
a hole in the roof
ela brincou de dizer naquela tarde ainda meio cinza que era então aquele o fim, que desde o começo já era inevitável. com a mesma música na cabeça que tanto cruzou sua vida naqueles momentos cruciais. chegou ao ponto de onibus e pegou sua maior lembrança, uma nota fiscal do seu primeiro café juntos, e rasgou como se rasgasse todos os sentimentos que chegaram até ali, já cinco meses depois. cinco minutos depois o onibus passou e tudo começou de novo.
Monday, September 25, 2006
Tuesday, September 12, 2006
“É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração”
eu ria porque só queria rir. rir em silêncio, dentro de mim. enquanto olhava, minha mãos iam de olhos fechados correndo em seu corpo. o tempo era o mesmo de sempre: escuro pela janela. era eu fechando os olhos. e era você que me deixava agora sem ar.
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração”
eu ria porque só queria rir. rir em silêncio, dentro de mim. enquanto olhava, minha mãos iam de olhos fechados correndo em seu corpo. o tempo era o mesmo de sempre: escuro pela janela. era eu fechando os olhos. e era você que me deixava agora sem ar.
Sunday, September 03, 2006
Saturday, September 02, 2006
mora na filosofia (sempre)
O mesmo nome por todos os lugares e os meus olhos pegando fogo. Um primeiro, pela segunda vez... não demorou muito, o primeiro se tornou segundo. E finalmente encontrou a cor que deforma o que quero enxergar, a última gota de cachaça branca do copo que bebi na sua boca. No cigarro um pequeno som, um olhar que não entendeu. Pra cima, pra baixo: olá, de novo. Agora não era mais Chico, mas ainda era lento e forte: era Tom.
“se seu corpo ficasse marcado....”
Eu saberia.
“se seu corpo ficasse marcado....”
Eu saberia.
Tuesday, August 29, 2006
you don't know me
eu, você, nós dois
só temos um passado, meu amor
um violão guardado, aquela flor
e outras linhas mais
só temos um passado, meu amor
um violão guardado, aquela flor
e outras linhas mais
(Caetano)
Tuesday, August 22, 2006
mais ou menos sinceramente, vamos conversar: além de uma grande ilusão, mentira? vamos então aprender a destruir corações, contando com três passos. entendemos que não há possibilidade de qualquer volta, de qualquer lado chegar a algum lugar. devemos assegurar que o amor prevalesça, somando-se a explicação fotos belas e escancaradamente felizes. inclui-se nesse tópico andar de mão dada e ser dominado, tudo que você precisa. boa noite.
Saturday, August 19, 2006
Monday, August 14, 2006
cores e flores
só por hoje eu queria que nós dois nao soubessemos ser silêncio.
eu queria que nao falassemos, por um momento, de qualquer coisa sem sentido.
hoje vamos falar de cores,
de amores,
de vento.
vamos falar do seu olhar.
fatalmente caindo de pára-quedas de cabeça pra baixo,
dentro de mim.
vamos falar dos edifícios, tanto faz.
espera o sol chegar.
eu queria que nao falassemos, por um momento, de qualquer coisa sem sentido.
hoje vamos falar de cores,
de amores,
de vento.
vamos falar do seu olhar.
fatalmente caindo de pára-quedas de cabeça pra baixo,
dentro de mim.
vamos falar dos edifícios, tanto faz.
espera o sol chegar.
Tuesday, August 01, 2006
Sunday, July 16, 2006
a riot
x-bacon é uma das coisas que quanto mais podres, mais gostosas ficam. tudo bem que de qualquer jeito é bom, aliás, é uma das melhores coisas do mundo.
aqueles que a chapa tem gosto de tudo, e consequentemente a comida inteira fica com um gosto indefinido, que geralmente parece bacon.
eu nunca tinha comido um até o enecom de maceió, porque tinha aquela maldita cantina do meio do caminho pra tudo e tinha um cheiro muito bom de bacon.
as vezes me dá umas saudades estranhas do que ainda vai acontecer.
aqueles que a chapa tem gosto de tudo, e consequentemente a comida inteira fica com um gosto indefinido, que geralmente parece bacon.
eu nunca tinha comido um até o enecom de maceió, porque tinha aquela maldita cantina do meio do caminho pra tudo e tinha um cheiro muito bom de bacon.
as vezes me dá umas saudades estranhas do que ainda vai acontecer.
Tuesday, July 11, 2006
Thursday, June 29, 2006
desaparecer juntos
e todo mundo está indo embora, mas nós não vimos antes, dentro das paredes. não olhamos todos os desenhos e sons que estavam rolando desde o alto do prédio até nosso ouvidos. eu ainda podia correr e chegar a tempo, mas nunca conseguiria ouvir a sua última frase, que falou com os olhos cheios de lágrimas antes de nunca mais querer voltar. dei aquele sorrisinho de bom dia que eu me preocupo em não parecer cínico, fiquei com raiva e chorei. mas você sempre vem e me abraça. e tudo esquece.
Sunday, June 25, 2006
Tuesday, June 20, 2006
querido diário - 21 de junho de 2006.
e nesses dias, tem sido tão difícil encontrar tempo. não tenho sido para mim - ou talvez, demais. tenho andado apressada, atarefada, apaixonada. agora gasto meu tempo com promessas, trabalhos infindáveis, vídeos mal editados, beijos, livros lidos até a metade, noites longe de casa.
o caderninho vazio.
e eu me sinto mais completa que há muito tempo não era.
acho que isso é estar feliz, assim, meio se querer.
e agora só faltam férias: aquele desejo de ir embora e sumir, só nós dois; e a mesma impotência de sempre.
e nesses dias, tem sido tão difícil encontrar tempo. não tenho sido para mim - ou talvez, demais. tenho andado apressada, atarefada, apaixonada. agora gasto meu tempo com promessas, trabalhos infindáveis, vídeos mal editados, beijos, livros lidos até a metade, noites longe de casa.
o caderninho vazio.
e eu me sinto mais completa que há muito tempo não era.
acho que isso é estar feliz, assim, meio se querer.
e agora só faltam férias: aquele desejo de ir embora e sumir, só nós dois; e a mesma impotência de sempre.
Saturday, June 10, 2006
Wednesday, June 07, 2006
Tuesday, May 30, 2006
quase
passar na prova de direção foi quase emocionante.
o mais frustante é que isso não muda minha vida em quase nada.
hoje estou quase pela metade.
Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
o mais frustante é que isso não muda minha vida em quase nada.
hoje estou quase pela metade.
Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
Friday, May 26, 2006
música
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Wednesday, May 24, 2006
Sunday, May 21, 2006
rumo à estação finlândia
quando chegava a página 20:
não saber o que pensar, porque era sempre recorrente, quase tedioso. um momento iria explodir: pulou e gritou feito louca, porque já não se continha mais. o telefone, já jogado no chão, então voltou a ser uma potencialidade. e uma dúvida que cortava a garganta. escorria na cara todas as palavras que não ousava dizer, e insistiam em torturar, sempre ali na sua frente. finalmente resolveu, as jogou na parede: e desmaiou.
não saber o que pensar, porque era sempre recorrente, quase tedioso. um momento iria explodir: pulou e gritou feito louca, porque já não se continha mais. o telefone, já jogado no chão, então voltou a ser uma potencialidade. e uma dúvida que cortava a garganta. escorria na cara todas as palavras que não ousava dizer, e insistiam em torturar, sempre ali na sua frente. finalmente resolveu, as jogou na parede: e desmaiou.
Wednesday, May 17, 2006
Monday, May 15, 2006
música para seu almoço
los hermanos para as (des)ilusões,
strokes para ter raiva,
alanis para gritar.
interpol para chorar um poquinho.
portishead para refletir,
chico para lembrar das paixões.
eu escrevo e te conto o que eu vi,
e me mostro de lá,
pra você,
guarde um sonho bom, pra mim
strokes para ter raiva,
alanis para gritar.
interpol para chorar um poquinho.
portishead para refletir,
chico para lembrar das paixões.
eu escrevo e te conto o que eu vi,
e me mostro de lá,
pra você,
guarde um sonho bom, pra mim
Sunday, May 14, 2006
trop de pensées
elas são todas diferentes e ouvem cada uma um estilo de música. dizem que as pessoas se diferenciam pelo que ouvem, eu resolvi acreditar nisso hoje. e seguir todos os estereótipos que podia.
eu resolvi me apaixonar hoje, e ela acabou no meu colo falando no meu ouvido.
como sempre, acreditei,
não havia uma outra saida paúpavel. depois de um tapa na cara.
eu só vejo as foto que tiramos. a potencialidade. você me esperando a vida toda que nós podiamos viver. o último cigarro que você disse que iria fumar, e fumou comigo.
esse relato mais ou menos sincero de nós.
suas músicas que nós só discutiremos amanhã. até o sol nascer.
eu resolvi me apaixonar hoje, e ela acabou no meu colo falando no meu ouvido.
como sempre, acreditei,
não havia uma outra saida paúpavel. depois de um tapa na cara.
eu só vejo as foto que tiramos. a potencialidade. você me esperando a vida toda que nós podiamos viver. o último cigarro que você disse que iria fumar, e fumou comigo.
esse relato mais ou menos sincero de nós.
suas músicas que nós só discutiremos amanhã. até o sol nascer.
Saturday, May 13, 2006
Friday, May 05, 2006
you make me feel good
I don’t need any reason when I hold you
I never do ask myself why
But if you need a reason I’ll give one to you
You make me feel good
You make me feel good
So good so good
Don’t have to justify why
[sim, eu sou pateticamente transparente]
I never do ask myself why
But if you need a reason I’ll give one to you
You make me feel good
You make me feel good
So good so good
Don’t have to justify why
[sim, eu sou pateticamente transparente]
Thursday, May 04, 2006
quase chuva
preciso parar de me perder com essas loucuras incrustadas nos sete milhoes de fios de cabelo da minha cabeça. me orientar com as palavras raivosas, tornar meu tão pouco ócio produtivo. preciso parar de achar que vai tudo ficar bem no fim das contas, porque só esperar é tão doloroso e nem sempre traz o resultado esperado... preciso parar de me martirizar por coisas tão pequenas, inuteis, insigificantes.
e acredite, isso está me pondo melancólica com céu cinza.
faltam só 7500kb pra isso acabar e finalmente eu poder ser livre.
não, não é verdade.
e acredite, isso está me pondo melancólica com céu cinza.
faltam só 7500kb pra isso acabar e finalmente eu poder ser livre.
não, não é verdade.
Sunday, April 30, 2006
abstraindo psicodélicamente: hoje olhei nos seus olhos e meu coração não bateu nem meio milésimo mais rápido. você falou meia dúzia de palavras enquanto ela nos olhava discretamente. dez minutos depois eu iria parar de me pensar em qualquer tipo de acontecimento fracassado da noite e você não importaria mais para mim. o que resta é sempre saudades.
e quem sabe um novo começo. de outro ares, novas percepções de alguém tão igual mas tão não-você.
e quem sabe um novo começo. de outro ares, novas percepções de alguém tão igual mas tão não-você.
Saturday, April 29, 2006
going on this way
bêbada, ridícula e "solitária" na sexta feira a noite.
sábado ao som de portishead só pra manter a vida como uma grande ironia.
sábado ao som de portishead só pra manter a vida como uma grande ironia.
Monday, April 24, 2006
Sunday, April 23, 2006
cinco mil capuccinos
Cinco mil capuccinos em mais ou menos 16 semanas. Não foi suficiente, não seria, se não fosse sua ligação as 11 da manhã de um sábado de forte ressaca. E todos os sentimentos rodando, você ainda trabalha na loja em que tudo é show, brother. A vontade maior é: saia daí e venha correndo. Você veio, e tudo acabou naquele nosso velho papo sobre café. Tomando o quincentésimo milésimo primeiro capuccino da décima sétima semana. Acho que seria bem mais fácil se tivesse soado aquela primeira nota de Outsiders antes de você me beijar. Agora estamos sozinhos em casa buscando a forma mais rápida de chegar ao cigarro: fumar até o final, sem vontade. Mas ainda assim foi lento, espaçado, exatamente no ritmo. Eu, correndo, você com todos os medos e ressentimentos possíveis: estávamos ali, só, no escuro da música melancólica dos nossos ouvidos. Eu não consegui acreditar que quinze minutos se passariam em três segundos. E ainda não acredito nos seus arranhões. De repente, tudo explodiu: não éramos. E eu ainda sonhava. Nós ainda nos amaríamos loucamente na décima oitava semana, e tudo iria acabar no quincentésimo sétimo capuccino.
pro entrementes
pro entrementes
Saturday, April 22, 2006
Sunday, April 16, 2006
introspecção amarrada
às vezes eu queria
morar sozinha só pra ser bem blasé
ir a todas as sessões de cinema possível
passar as noites bebendo café, assistindo tv e lendo livros
e fingir que eu sou bem mais feliz nessa solidão imensa
às vezes eu queria
parar de me apaixonar pelo que não vale a pena
só pra brincar de casalzinho
não querendo mais nada que isso
Às vezes eu queria ter um cachorro
só pra poder passear pelas ruas
pra encontrar as pessoas
às vezes eu queria
ir embora daqui
e tomar cinco mil capuccinos por dia
pra fazer a vida mais gostosa.
morar sozinha só pra ser bem blasé
ir a todas as sessões de cinema possível
passar as noites bebendo café, assistindo tv e lendo livros
e fingir que eu sou bem mais feliz nessa solidão imensa
às vezes eu queria
parar de me apaixonar pelo que não vale a pena
só pra brincar de casalzinho
não querendo mais nada que isso
Às vezes eu queria ter um cachorro
só pra poder passear pelas ruas
pra encontrar as pessoas
às vezes eu queria
ir embora daqui
e tomar cinco mil capuccinos por dia
pra fazer a vida mais gostosa.
então me diz
emotiva até o caroço.
lembrando do que eu já tinha esquecido.
querendo enormemente que chegue logo o que demora.
ainda assim querendo que o tempo passe devagar.
com medo de paixoezinhas longinquas.
"eu te queria, eu te queria para mim"...
ai. :~
lembrando do que eu já tinha esquecido.
querendo enormemente que chegue logo o que demora.
ainda assim querendo que o tempo passe devagar.
com medo de paixoezinhas longinquas.
"eu te queria, eu te queria para mim"...
ai. :~
Tuesday, April 11, 2006
todo sobre mi mamá
nao consigo.
a cada filme do almodovar que eu vejo, a afirmação é mais intensa.
almodóvar é O cara.
a cada filme do almodovar que eu vejo, a afirmação é mais intensa.
almodóvar é O cara.
Monday, April 10, 2006
Friday, April 07, 2006
em fluxo continuo e fechado.
e agora nós dois estamos em um momento instrospectivo. com se a conversa fosse só nossa, eu e você sem eles nem elas. já não rimos um do outro e nem resta chorar. nos tornamos total estranhos, mas hoje, você resolveu abrir a boca e me dizer que pensa como eu de um jeito diferente. você nunca foi de fórmulas, e hoje me explica é velocidade vezes tempo é igual a espaço. mas baby, o tempo determina a velocidade. então hoje nos encontraremos num lugar entre o nada e o adeus para discutir nada importante. Mais velocidade, menos tempo. você vai embora e continuamos os mesmos desconhecidos de sempre. você me mostrou seus desenhos, sonhos, idéias e nós rimos até cair no chão. e agora, eu arrancando minhas unhas, você ousa ficar em silêncio sem olhar na minha cara.
Saturday, April 01, 2006
today's fortune
depois de um tempo viajando "sozinha", eu descobri que a lully está realmente certa com sua arte de se divertir só.
finalmente aprendi a curtir essa idéia de ficar comigo as vezes.
é uma delícia.
filme, comidinha, calça de pijama folgada e ficar em casa sábado a noite.
e eu consigo esboçar sorrisos nunca imaginados ou até inconcebíveis em pensamento. ponto pra mim.
Today's fortune:
Our first and last love is.. self-love
o orkut não mente jamais! :}
finalmente aprendi a curtir essa idéia de ficar comigo as vezes.
é uma delícia.
filme, comidinha, calça de pijama folgada e ficar em casa sábado a noite.
e eu consigo esboçar sorrisos nunca imaginados ou até inconcebíveis em pensamento. ponto pra mim.
Today's fortune:
Our first and last love is.. self-love
o orkut não mente jamais! :}
receita
eu odeio relatos sinceros sobre essas novas paixões.
odeio não entender o motivo pelo qual ele me deixou. porque virou o rosto e foi embora. e porque não ventou durante uma semana depois.
tenho saudade de alguns poucos poemas que ele recitou pra mim. Da boca na minha nuca, de nenhuma das palavras que agora, são momentos sós que passaram. ele me decifra; meu silêncio é mais interessante do que ficar cheia de moralismos e filosofias pra cima de.
talvez eu encontre nos olhos uns versos perfeitos.
palavra-é-palavra-acaba
palavra-voa-no-tempo
olho-vai-longe-acaba-não
agora,
esmague todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea.
odeio não entender o motivo pelo qual ele me deixou. porque virou o rosto e foi embora. e porque não ventou durante uma semana depois.
tenho saudade de alguns poucos poemas que ele recitou pra mim. Da boca na minha nuca, de nenhuma das palavras que agora, são momentos sós que passaram. ele me decifra; meu silêncio é mais interessante do que ficar cheia de moralismos e filosofias pra cima de.
talvez eu encontre nos olhos uns versos perfeitos.
palavra-é-palavra-acaba
palavra-voa-no-tempo
olho-vai-longe-acaba-não
agora,
esmague todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea.
Monday, March 27, 2006
Thursday, March 23, 2006
before sunrise
Apesar de ser bonita, a lagoa era escura e rodeada por prédios altos e cinzas. poderia até ser nostálgico, se não fosse asfalto, carros, tiros.
Era importante andar sem olhar a cara de ninguém. ele é tão frio e nunca lembra que tem uma cidade pra amar. ruas estreitas, casas antigas, cinema com clima noir já esquecidos há tanto tempo. putas saindo de hotéis com luzes vermelhas, os bares mais lindos.
tanto confundia quanto agradava a idéia de ter aquela mulher tomando chopp ao seu lado na noite das duas da manhã. era uma ilusão, sempre será, mas fingiu que era sua companhia. ele fantasiava histórias de amor que não queria que acontecessem e gostava de maltratá-las com palavras jogadas com sol na cara. a satisfação era acordar de cueca, com os lençóis remexidos ainda com cheiro de porra, fumar cigarro na janela. ele sempre está certo, repete todas as noites suas mulheres que não existem.
*com inspirações descaradas
Era importante andar sem olhar a cara de ninguém. ele é tão frio e nunca lembra que tem uma cidade pra amar. ruas estreitas, casas antigas, cinema com clima noir já esquecidos há tanto tempo. putas saindo de hotéis com luzes vermelhas, os bares mais lindos.
tanto confundia quanto agradava a idéia de ter aquela mulher tomando chopp ao seu lado na noite das duas da manhã. era uma ilusão, sempre será, mas fingiu que era sua companhia. ele fantasiava histórias de amor que não queria que acontecessem e gostava de maltratá-las com palavras jogadas com sol na cara. a satisfação era acordar de cueca, com os lençóis remexidos ainda com cheiro de porra, fumar cigarro na janela. ele sempre está certo, repete todas as noites suas mulheres que não existem.
*com inspirações descaradas
Sunday, March 19, 2006
yey
se tem uma coisa que a rave nao foi é momento de reflexão.
foi momento de pirar com a música e com tequilas e flamejantes. e dançar pulando durante algumas horas seguidas, e pedir muito pra ficar mais quando já era 9 da manhã. e dançar no ponto de onibus, freneticamente. e de nao estar cansada até o momento que sentei no 509.
só tenho uma coisa a dizer: o que foi o GMS?
puta que pariu! melhor rave ever.
foi momento de pirar com a música e com tequilas e flamejantes. e dançar pulando durante algumas horas seguidas, e pedir muito pra ficar mais quando já era 9 da manhã. e dançar no ponto de onibus, freneticamente. e de nao estar cansada até o momento que sentei no 509.
só tenho uma coisa a dizer: o que foi o GMS?
puta que pariu! melhor rave ever.
Saturday, March 18, 2006
trancering
mais uma vez aquelas tantas vontades que voltam sempre.
falta dinheiro, tempo, coragem. conseguir ir embora. esquecer. querer.
ele escreve tão bonito e entende tanto a minha alma. mas não sabe nunca, e eu já desisti de tentar falar. e de mostrar. porque ele desistiu de me compreender há tempos. talvez nunca tenha tentado.
-----------------------------------------------------
hoje tem rave.
momento de fechar os olhos, pensar em tudo, abstrair.
porque dançar trance é momento de reflexão pra mim. misturado com empolgação. e isso é realmente estranho...
ficar sozinha comigo, pensar com as batidas ritmadas.
é bem assim.
falta dinheiro, tempo, coragem. conseguir ir embora. esquecer. querer.
ele escreve tão bonito e entende tanto a minha alma. mas não sabe nunca, e eu já desisti de tentar falar. e de mostrar. porque ele desistiu de me compreender há tempos. talvez nunca tenha tentado.
-----------------------------------------------------
hoje tem rave.
momento de fechar os olhos, pensar em tudo, abstrair.
porque dançar trance é momento de reflexão pra mim. misturado com empolgação. e isso é realmente estranho...
ficar sozinha comigo, pensar com as batidas ritmadas.
é bem assim.
Wednesday, March 15, 2006
michael
So sexy, I'm sexy
So come and dance with me, Michael
I'm all that you see, you wanna see
So come and dance with me, Michael
So close now, so close now
So come and dance with me.
eu quero um alex kapranos pra mim.
So come and dance with me, Michael
I'm all that you see, you wanna see
So come and dance with me, Michael
So close now, so close now
So come and dance with me.
eu quero um alex kapranos pra mim.
Monday, March 13, 2006
brasil inteiro
voltei pra constatar que viajar com mamãe, conforto e restaurantes bons é ótimo
mas que não há nada melhor do que viajar com amigos, dinheiro contado (e faltando), se jogando, sabendo lá o que é bom de verdade.
nada de passeios para turistas, o melhor é descobrir.
porque eu amo conhecer as cidades. ou descobri-las.
e que venha a próxima :D
mas que não há nada melhor do que viajar com amigos, dinheiro contado (e faltando), se jogando, sabendo lá o que é bom de verdade.
nada de passeios para turistas, o melhor é descobrir.
porque eu amo conhecer as cidades. ou descobri-las.
e que venha a próxima :D
Monday, March 06, 2006
encontre os olhos
o texto que ia pro entrementes "sonho"...
Pick a color: blue.
Andar sozinho não basta. perder segundos com sorrisos.
sempre preciso conhecer uma história nova pra me preencher. história dos fins não contados, de passear pelas ruas do centro às quatro da tarde com o sol infernal na cabeça, que remexe pensamentos soltos. todos os dias tenho passeado por aí comigo mesma, indo para os lugares que só existem para mim. mesmo que as avenidas sejam escuras, são passos inconscientemente contados.
enquanto as imagens tremiam na tela, eu ainda via você, longe. no mesmo lugar que eu tinha deixado, e sabia, era de propósito. se escondendo em todos os buracos que eu inventei. amor uma vez foi, mas não volta, porque meu bem, o tempo está passando. talvez pudesse não ver de um modo áspero toda a realidade que pode ser tão mais fantasiosa. talvez esqueça o que você me diz.
sempre preciso conhecer uma história nova pra me preencher. história dos fins não contados, de passear pelas ruas do centro às quatro da tarde com o sol infernal na cabeça, que remexe pensamentos soltos. todos os dias tenho passeado por aí comigo mesma, indo para os lugares que só existem para mim. mesmo que as avenidas sejam escuras, são passos inconscientemente contados.
enquanto as imagens tremiam na tela, eu ainda via você, longe. no mesmo lugar que eu tinha deixado, e sabia, era de propósito. se escondendo em todos os buracos que eu inventei. amor uma vez foi, mas não volta, porque meu bem, o tempo está passando. talvez pudesse não ver de um modo áspero toda a realidade que pode ser tão mais fantasiosa. talvez esqueça o que você me diz.
Pick a color: blue.
B-L-U-E.
Pick a number: 8.
Pick a number: 8.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
Pick another number: 15.
Pick another number: 15.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.
Now pick another number: 6.
dream is destiny.
viagens
indo embora mais uma vez..
e esperando que dessa vez eu realmente consiga ir embora daqui.
e só voltar depois.
So far away
Come on I'll take you far away
Let's get away
Come on let's make a get away
Once you have loved someone this much
you doubt it could fade
despite how much you'd like it to
God how you'd like it to fade
Let's fade togheter. Let's fade forever.
[lembrando ainda do Rio...]
e esperando que dessa vez eu realmente consiga ir embora daqui.
e só voltar depois.
So far away
Come on I'll take you far away
Let's get away
Come on let's make a get away
Once you have loved someone this much
you doubt it could fade
despite how much you'd like it to
God how you'd like it to fade
Let's fade togheter. Let's fade forever.
[lembrando ainda do Rio...]
Saturday, March 04, 2006
but we're still outsiders
não vou comentar sobre tudo que passou.
sobre todos os sentimentos intensos, sorrisos imensos, lágrimas e tudo que foi e devia (ou talvez não devia) ser.
não vou falar sobre o apoteótico show do Franz. dos três tocando bateria em Outsiders.
não vou falar sobre as pessoas, os rocks, os lugares, as fotos mentais. O tanto de gente que tinha na rua, sempre.
não vou falar que tenho saudades já.
só vou dizer que foi um dos melhores carnavais ever.
When you saw me sleeping
You thought I was dreaming of you
I didn't tell you
That the only dream
Is Valium for me
The only difference is that
What Might Be Is NOW
sobre todos os sentimentos intensos, sorrisos imensos, lágrimas e tudo que foi e devia (ou talvez não devia) ser.
não vou falar sobre o apoteótico show do Franz. dos três tocando bateria em Outsiders.
não vou falar sobre as pessoas, os rocks, os lugares, as fotos mentais. O tanto de gente que tinha na rua, sempre.
não vou falar que tenho saudades já.
só vou dizer que foi um dos melhores carnavais ever.
When you saw me sleeping
You thought I was dreaming of you
I didn't tell you
That the only dream
Is Valium for me
The only difference is that
What Might Be Is NOW
Sunday, February 19, 2006
Wednesday, February 15, 2006
me convida
a fantástica história da menina que se apaixona pelos sotaques e olhares primeiros.
e pelo jeito tímido,
e pelos sorrisos.
e pelo jeito tímido,
e pelos sorrisos.
Saturday, February 11, 2006
travessia flor.
todo dia eu preciso conhecer uma história nova pra me preencher. historia dos fins não contados, de passear pelas ruas do centro as 4 da tarde com o sol infernal na cabeça, que remexe pensamentos soltos. todos os dias tenho passeado por aí comigo mesma, indo para os lugares que só existem na minha cabeça. mesmo que a avenidas fossem escuras, o grito não iria ecoar tão longe. tão perdido. seriam passos contados.
sonho fechar os olhos 1 horas da manhã e sentir todo o sangue passando por todos os órgãos do meu corpo. conseguir dormir, e que os números fiquem por um bom tempos rodando no relógio. porque sonhar também é viver. é estranha, é distante.
visto os sonhos loucos e cheios de personagens que agora se perdem na minha imaginação. querer viver essa vida que é sonhar, porque lá sim, tudo acontece como deveria. tudo é exatamente o que parece.
dream is destiny.
sonho fechar os olhos 1 horas da manhã e sentir todo o sangue passando por todos os órgãos do meu corpo. conseguir dormir, e que os números fiquem por um bom tempos rodando no relógio. porque sonhar também é viver. é estranha, é distante.
visto os sonhos loucos e cheios de personagens que agora se perdem na minha imaginação. querer viver essa vida que é sonhar, porque lá sim, tudo acontece como deveria. tudo é exatamente o que parece.
dream is destiny.
Friday, February 10, 2006
Thursday, February 09, 2006
do início que não é bom
eu odeio começos de semestres nos lugares porque é sempre o mesmo.
do tipo ir para o espanhol e ter que responder àquela clássica: "quem é você?"
a clássica que se responde onde quer que você esteja: faculdade, ensino médio, fundamental, espanhol, francês.
pra que dissertar sobre quem sou eu?
é muito auto-ajuda pra mim. "se descobrir". não é assim que eu me descubro não, vai me desculpar.
por isso que eu digo.
pensamento do dia: "temos que preservar não só o meio ambiente, como o ambiente todo" (autor desconhecido/ENEM)
do tipo ir para o espanhol e ter que responder àquela clássica: "quem é você?"
a clássica que se responde onde quer que você esteja: faculdade, ensino médio, fundamental, espanhol, francês.
pra que dissertar sobre quem sou eu?
é muito auto-ajuda pra mim. "se descobrir". não é assim que eu me descubro não, vai me desculpar.
por isso que eu digo.
pensamento do dia: "temos que preservar não só o meio ambiente, como o ambiente todo" (autor desconhecido/ENEM)
Tuesday, February 07, 2006
zombies tem embalado meus dias. dias de pensamentos perdidos, em que eu encontrei companhia em mim. Em que eu realmente tenho estado rindo sozinha, perdida em algum pensamento, em alguma lembrança, ema lguma música. o rock antigo deles é dançante e acaba me lembrando de uma época que eu não vivi. mas que as pessoas tinham os mesmos medos, as mesmas vontades. em que era exatamente assim: de querer encontrar alguém, de não querer estar sozinha nunca. de ter alguém pra sorrir pra mim na hora em que os últimos raios de sol batem na cara. Conheci zombies numa tarde solitária das férias. em que tinha decidido emergir no espaço das histórias contadas dos filmes. o filme, "dear wendy", totalmente sem sentido, mas de algum modo divertido, do lars von triers. e era gostoso o sentimento do menino, que embalava todas as aventuras no rock dos zombies, que tocam assim, e fazem a gente dançar em voz alta. ele encontrava cores no mundo pálido dele, ele construía um modo de sorrir. eu tenho construído um lugar pra mim. que de tempos em tempos se externaliza em risadas sem sentido de pensamentos soltos, numa viagem de ônibus qualquer.
Sunday, February 05, 2006
no fears and regrets
comentar sobre o que passa fica difícil, já que as lembranças estão de algum modo perdidas. o que se lembra é o que não deve ser esquecido. e eu lembro do som. não sempre, não de todo. lembro do bigode branco, do boné laranja, das batidas. de sorrisos. ver coisas, se emocionar com a arte de girar, girar, colocar cores no ar, dançar, ser bela. ver o sistema solar. dançar, dançar, claro, até morrer. achar que está claro demais. claro demais? óculos escuros na boate. com a luz negra, todos roxos, tudo bonito. me perdi de mim umas tantas vezes. quando me encontrei mesmo, já era sol das 8 da manhã, e nós sentamos, arregalei os olhos e só pude dizer:
"o que foi isso?"
tudo dentro de um centimetro quadrado de papel branco.
voltando de onibus as 9 da manhã, as velhinhas de guarapari me olhando torto. dormir pra quê, aventura ainda não acaba. meio dia, os olhos fecham sem vontade.
"o que foi isso?"
tudo dentro de um centimetro quadrado de papel branco.
voltando de onibus as 9 da manhã, as velhinhas de guarapari me olhando torto. dormir pra quê, aventura ainda não acaba. meio dia, os olhos fecham sem vontade.
Tuesday, January 31, 2006
Monday, January 30, 2006
veneza brasileira
O Recife é assim... uma cidade sem palavras.
que eu não esperava nada, e veio. com todas as ruas, prédios antigos, pessoas bonitas, shows perfeitos, cerveja barata, bares lindos, mercado de São José, as conclusões filosóficas sobre a cidade. as milhares de pontes. os grandes passeios de ônibus. as pessoas mais simpáticas do mundo. e o show do los hermanos. O show do los hermanos. o ar que se respira. o clima. o movimento da cidade. o calor. as praias. olinda que eu não conheci. a vontade de ficar lá uns bons tempos. a saudade.
o cobrecos. o encontro com as discussões políticas, manobras da mesa, resoluções discutidas, propostas bizarras, pessoas "bzarras", algumas não, ilusões, desilusões. debates de formação, quase nada. discussões das diretrizes e posicionamentos do movimento estudantil, quase tudo. a preguiça dos delegados. "vai delegar no cobrecos? não, não, vou pelegar"
e a viagem, que definitivamente entra na lista das "melhores da vida". com pessoas fodas, roteiros fodas, foi o que foi.
a volta, eu dopada de dramin. os sonhos loucos. o dia que começou rodando. os sentimentos confusos que costumam ser assim, e mais ainda. o fim de tarde.
They will see us waving from such great heights,
"Come down now"... They'll say.
But everything looks perfect from far away,
"Come down now"... But we'll stay.
que eu não esperava nada, e veio. com todas as ruas, prédios antigos, pessoas bonitas, shows perfeitos, cerveja barata, bares lindos, mercado de São José, as conclusões filosóficas sobre a cidade. as milhares de pontes. os grandes passeios de ônibus. as pessoas mais simpáticas do mundo. e o show do los hermanos. O show do los hermanos. o ar que se respira. o clima. o movimento da cidade. o calor. as praias. olinda que eu não conheci. a vontade de ficar lá uns bons tempos. a saudade.
o cobrecos. o encontro com as discussões políticas, manobras da mesa, resoluções discutidas, propostas bizarras, pessoas "bzarras", algumas não, ilusões, desilusões. debates de formação, quase nada. discussões das diretrizes e posicionamentos do movimento estudantil, quase tudo. a preguiça dos delegados. "vai delegar no cobrecos? não, não, vou pelegar"
e a viagem, que definitivamente entra na lista das "melhores da vida". com pessoas fodas, roteiros fodas, foi o que foi.
a volta, eu dopada de dramin. os sonhos loucos. o dia que começou rodando. os sentimentos confusos que costumam ser assim, e mais ainda. o fim de tarde.
They will see us waving from such great heights,
"Come down now"... They'll say.
But everything looks perfect from far away,
"Come down now"... But we'll stay.
Thursday, January 19, 2006
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