Wednesday, August 17, 2005

as ruas estreitas

[eu minto, mas estou sempre esperando a caixinha piscar laranja na barra do explorer. ]

logo depois de confidenciar coisas tão de dentro de mim pra você.
mostrar sentimentos ocultos, ter vergonha de olhar de novo na cara.
sentir o escuro da noite invadindo meus olhos.
gosto amargo de café sem açúcar.
falando sem parar. sem ouvir ninguém. sem respirar.
falando pra sobreviver. sem enlouquecer.

todos os dias eu tento me soltar de lá, não ver mais a cara das pessoas.
não consigo nem por um segundo.

poderia até viver pensando em sonho. confidenciando verdades escondidas numa voz tão baixinha que nem mesmo eles ouvem.
não parece ser assim um algo que vale a pena.
preciso das paginas de um livro, pra conseguir acabar minha viagem por dentro das conturbadas curvas da saudade.
tristeza qualquer, nem choro mais.
A cor de lá me faz rir de vez em quando.
ele escreve palavras bonitas com a mão esquerda. frases construídas com a vontade de fazer chorar.
eu só concordo calada.


avisa que passou, e a vontade de ser quem sabe um dia voltará.
eu engulo intensamente tudo que ele diz.
sinto dor em dizer não.
mas o adeus nem sempre é pra sempre.
sempre muda. me sente de outro jeito. me odeia de novo, me beija forte.
e a lágrima cai.
eu finjo que estou feliz. fica tudo em seu lugar.

1 comment:

vinícius said...

adeus me dá medo.